Por que eu abandonei a faculdade e comecei um blog?

Eduardo Santorini

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Comecei o blog Atitude de Homem em 2008 (11 anos atrás).

Naquela época, muita coisa era diferente.

Blogs não eram tão populares como hoje. Facebook ainda estava engatinhando e Instagram não existia (ou se existia, ninguém usava).

Ninguém acreditava que dava pra ganhar a vida na internet. Acho que talvez por que ninguém “respeitável” ganhava a vida assim.

Eu tinha 21 anos e resolvi sair da faculdade.

Sabia que era uma decisão difícil, que dificilmente alguém iria dizer que estava tudo bem.

Por isso, não contei pra ninguém.

Quando estava numa festa e puxava assunto com uma garota, eu sempre tinha medo da pergunta…

“Então, o que você faz?”

A resposta que as garotas esperam ouvir de um cara de 20 e poucos anos era que eu tava na faculdade.

Experimentei diversas respostas, mas descobri que sempre que eu dizia a verdade, era praticamente certo a garota perder o interesse e dar as costas.

Como na vida é importante aprender com os erros, comecei a “testar” várias respostas para a tal pergunta, “o que você faz”…

Dava desde as respostas mais absurdas, como a de que eu era um “criador de salmão” até deixar a resposta em aberto e nunca responder.

Qualquer resposta era melhor do que dizer que eu tinha abandonado a faculdade para começar um blog.

Mas senti que as coisas começaram a mudar depois de um tempo… Uns 4 anos depois, já pelo ano de 2012, quando eu respondia:

“Eu sou blogueiro”

Imediatamente as pessoas se interessavam em saber mais.

Todos estavam curiosos para saber como que eu conseguia ganhar a vida escrevendo num mero blog (que nem sequer tinha um design profissional).

Elas pensavam: se esse cara, que não tinha onde cair morto, agora tá curtindo a vida, viajando, pagando as contas … então ele deve saber o que tá fazendo!

Neste ponto, ninguém mais se interessava em saber que eu tinha abandonado a faculdade.

Olhando para trás, é uma decisão que eu não me arrependo em nada e, se voltasse no tempo, faria exatamente tudo igual.

Aqui, não estou dizendo que faculdade é inútil e que maioria das aulas são perda de tempo.

Na verdade, sei que ter uma formação é importante para muita gente. E também acredito que o ativo mais importante que alguém tem é a educação.

Hoje existem muitas formas de aprender, além do banco da faculdade

Para mim, o que eu estava interessado em aprender, não iria encontrar dentro duma sala de aula.

Eu tinha pressa.

Eu queria fazer coisas que me davam prazer.

Eu queria viajar.

Eu queria ser dono do meu próprio nariz.

O que me fez abandonar tudo o que eu tava fazendo e seguir meu sonho foi o livro Trabalhe 4 horas por semana, do Tim Ferriss.

Esse livro mudou minha vida!

Se não fosse por ele, talvez hoje eu não estivesse aqui contando esta história.

Talvez eu não tivesse ido parar em diversos programas de TV.

No fundo, eu sabia que não estava feliz na faculdade de engenharia.

Que eu provavelmente iria seguir uma carreira que ia me deixar frustrado por toda minha vida, com a promessa de ter uma vida confortável depois de alguns anos de faculdade e outros tantos de carreira.

As ideias do Tim Ferriss foram o incentivo que eu precisava para fazer o que eu já tava a fim de fazer.

Foi a comprovação de que eu não estava louco, que dava para eu ganhar a vida de um jeito diferente

Que eu podia tirar proveito das novas tecnologias para pagar minhas contas.

E mais, que eu poderia, me considerar aposentado com apenas 25 anos de idade, com uma renda que eu jamais sonhava poder ganhar um dia.

Não digo que não tenha dificuldades no meio do caminho. Na verdade, acho que tem monte de dificuldades, obstáculos … e que a maioria da galera que resolve se aventurar nos empreendimentos online acaba sem conseguir fazer 1 tostão.

Meu amigo, Bruno Picinini, autor do livro Férias Sem Fim, resolveu largar tudo para viver a cobiçada vida de um nômade digital.

Nesta apresentação, ele mostra o que ele fez para para botar a mochila nas costas e viajar o mundo.

Não apenas isso, mas viajar, aproveitar o que a vida tem de melhor para oferecer e, quando voltar pra casa, ver que tem mais dinheiro na conta do que quando saiu.

Com as novas regras da internet, é possível fazer isso. Poderia falar de pelo menos 10 formas de ganhar a vida fazendo o que ama.

Bem, depois de 11 anos ganhando a vida com blog, fazendo o que eu amo, vejo que as oportunidades para começar são cada vez maiores.

Tinha que compartilhar isso aqui.

Foi algo que mudou minha vida e sei que, embora este caminho não seja para todo mundo, algumas pessoas precisam apenas de uma pequena inspiração para seguirem seus sonhos.

E, quem sabe, mudar suas vidas!

Grande abraço,

Eduardo Santorini

— Eduardo Santorini